TV ganha força com início do horário eleitoral no Amazonas
A campanha presidencial entra nesta sexta-feira (28) em uma nova etapa com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Apesar da influência crescente das redes sociais, os meios tradicionais ainda prometem audiência relevante. Pesquisa da BTG/Nexus aponta que 68% dos eleitores pretendem acompanhar o horário eleitoral de alguma forma. Dos entrevistados, 44% dizem que acompanharão a propaganda pela TV, 5% pelo rádio e outros 19% pelos dois meios.
Alcance – O dado mostra que, mesmo numa eleição marcada por TikTok, Instagram, YouTube e cortes de vídeos, rádio e TV ainda permanecem como vitrines importantes para candidatos alcançarem eleitores fora das próprias bolhas digitais.
Pipoca – Sete partidos que têm candidatos no Amazonas ficarão fora da divisão do horário eleitoral gratuito nas disputas proporcionais. A exclusão ocorre porque as legendas não atendem aos requisitos de desempenho e representação no Congresso estabelecidos pela legislação.
Fora do ar – Por conta da regra, PSTU, Mobiliza, Missão, Democracia Cristã, Novo, Unidade Popular e Agir não participaram do sorteio realizado pelo TRE-AM para a distribuição do tempo no rádio e na televisão.
Paradoxo – Na prática, a situação produz uma curiosidade na campanha: o candidato pode estar regularmente registrado, aparecer na urna e fazer campanha nas ruas e nas redes, mas não necessariamente terá espaço na propaganda eleitoral gratuita.
Antídoto – O Tribunal Superior Eleitoral e o Google anunciaram uma nova ferramenta para tentar reduzir o uso indevido de inteligência artificial na campanha.
O Clone – Um recurso do YouTube permitirá identificar vídeos que reproduzam artificialmente a aparência de candidatos e outras pessoas sem autorização.
Rastreio – A tecnologia funciona por detecção de semelhança e deverá facilitar pedidos de remoção de conteúdos produzidos com imagens sintéticas.
Partilha – As legendas partidárias têm até este domingo (30) para definir a distribuição ds recursos públicos destinados proporcionalmente às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas.
Destino – O prazo consta no calendário eleitoral do TSE e envolve recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Encerrada essa etapa, será possível comparar o número de candidaturas com o dinheiro efetivamente colocado à disposição desses grupos.
Retrato – No Amazonas, o cruzamento pode revelar se a participação feminina e de outros segmentos na disputa eleitoral também se traduz em presença relevante na divisão dos recursos partidários.
Presença – Vale registrar que as mulheres representam mais de um terço das candidaturas apresentadas no Amazonas para as Eleições 2026. São 165 registros femininos, equivalentes a 35,2% do total, segundo dados da Justiça Eleitoral divulgados nesta quinta-feira (27).

