Durante agendas na zona leste de Manaus, o senador relembrou o modelo do programa Ronda no Bairro, implementado em sua gestão, sugerindo uma atualização do formato para fazer frente aos índices atuais de criminalidade.
“Antes de vir aqui, eu fui ao bairro João Paulo. Lá tem o 30º Distrito Integrado de Polícia, o DIP. Ele estava fechado. Quando eu fui governador, eu dobrei o número de delegacias e tinha o Ronda no Bairro, que funcionava muito bem na cidade toda. Acabaram com tudo isso. Mas, a nossa proposta é fazer um programa dez vezes melhor para a segurança pública”.
Orçamento e saúde
No campo da saúde, Aziz criticou a falta de investimentos em novas estruturas de média e alta complexidade em regiões periféricas da capital.
Segundo ele, o crescimento populacional de áreas populosas não foi acompanhado pela construção de novas unidades hospitalares ou de pronto atendimento nos últimos anos.
Aziz afirmou que o volume orçamentário do estado nas últimas administrações era suficiente para evitar o sucateamento da rede e o atraso no pagamento de profissionais de saúde.
“O que resolve o problema da segurança pública, saúde, de educação, é experiência, é mudança com responsabilidade. Nesses últimos anos não faltou dinheiro não. A arrecadação do estado foi de R$ 245 bilhões nesses últimos oito anos. E você tem hoje médicos com salários atrasados, unidades fechadas, delegacias fechadas, policiais sem fardamento, sem equipamento e a população desprotegida”.
Rede de assistência social
O projeto de assistência social defendido por Aziz foca na dependência química sob a ótica da saúde pública, e não apenas da repressão policial ao tráfico de entorpecentes.
Em visita a entidades filantrópicas de acolhimento, como a Fazenda Esperança, o senador propôs a criação de uma rede multidisciplinar integrada por médicos, psicólogos e assistentes sociais, nos moldes do Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos fundado na rodovia AM-10 durante seu governo.
A proposta de Aziz prevê a ampliação de parcerias com instituições do terceiro setor e organizações religiosas para o suporte no acolhimento e na qualificação profissional de pacientes em reabilitação.
“Vamos criar o maior programa para dependentes químicos que o Amazonas já viu. Não quero ver uma mãe chorando porque o filho foi preso ou foi morto. Se não houver o resgate da dependência química e também o acolhimento espiritual, muitos acabam retornando às drogas”, afirmou.
O objetivo é estabelecer ações permanentes que articulem as secretarias de saúde, educação e segurança pública para mitigar os impactos sociais gerados pelo avanço das drogas nas periferias e nos municípios do interior do Amazonas.