Greve de ônibus chega ao fim em Manaus após repasse do Governo ao Sinetram
Sindicado dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou o fim da greve de ônibus, em Manaus, nesta quarta-feira (22). Decisão ocorre depois do pagamento de subsídio do Governo do Amazonas.
O presidente do STTMR, Givancir Oliveira, declarou que o pagamento de R$ 18 milhões, feito pelo Estado no dia anterior, já está na conta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e com isso a greve chega ao fim depois de dois dias inteiros, na capital do Amazonas.
Segundo o Sinetram, foram seis meses sem o pagamento do subsídio que custeia o passe livre para os estudantes da rede estadual de educação. O Governo do Amazonas, que devia os valores, argumentou que o sindicato se recusava a receber os R$ 18 milhões por discordar do montante (pedia R$ 44 milhões), e explicou que baseou os cálculos em uma liminar da Justiça do Amazonas.
Durante a terça-feira, a Prefeitura de Manaus explicou que já fez o repasse de mais de R$ 280 milhões, referentes aos estudantes da rede municipal. O prefeito, Renato Júnior, cobrou explicações do governador Roberto Cidade sobre a falta do pagamento. Horas depois, o vice-governador, Serafim Corrêa, anunciou que o Estado iria depositar o subsídio na conta do Sinetram, mesmo com o sindicato discordando do valor.
A confusão entre governo e as empresas do transporte público está no valor pago por cada passagem. Embora o pago na catraca (para o público em geral) seja de R$ 5, o custo real por passageiro é medido pela chamada “tarifa técnica”, que varia entre R$ 8,50 e R$ 9,30. Segundo o Governo, o sindicato cobra o valor da tarifa por cada viagem de estudante, mas o Estado conseguiu, na Justiça, o direito de pagar apenas R$ 2,50, que corresponde a meia passagem, e garante a gratuidade do transporte.
O Sinetram já se posicionou a respeito dessa divergência e disse que é preciso fazer uma avaliação de todos os custos logísticos para que o sistema do transporte público se sustente. Por enquanto, o Estado já disse que vai pagar apenas o que já foi definito pela liminar da Justiça. Já o presidente do STTMR alertou que novas greves podem ocorrer se o pagamento atrasar.

