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Setembro Amarelo: acompanhamento psicológico ajuda paciente a retomar a rotina após depressão

Por muito tempo, Aldenize Nascimento, doutoranda em Educação, de 51 anos, teve dificuldades para sair da cama, fazer as refeições, cuidar da aparência ou simplesmente encontrar forças para seguir o dia. Há cerca de um ano e meio, a paciente enfrentou um quadro de depressão que afetou profundamente sua rotina e sua relação com a própria vida. O processo de recuperação começou quando ela decidiu procurar ajuda e iniciar o acompanhamento psicológico na Medicina Preventiva da Hapvida, no Hospital Nilton Lins, em Manaus.

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, a campanha aborda sobre a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e buscar ajuda profissional. O período também contribui para combater o estigma em torno dos transtornos emocionais e mostrar que ninguém precisa enfrentar momentos de crise sozinho.

A história de Aldenize se conecta ao Setembro Amarelo. “Foi ali que consegui me abrir, chorar e falar tudo o que estava acontecendo. Quando o psicólogo Moisés me ouve sem julgamento, quando ele dá sugestões e não imposições, e ao final diz ‘obrigado por confiar em mim, parabéns por ter vindo mesmo sem querer’, isso faz toda a diferença”, relata emocionada a paciente.

Conforme o psicólogo Moisés Pereira, da Hapvida, a construção desse vínculo foi fundamental para que a paciente permanecesse no tratamento. Mesmo nos dias em que ela não tinha vontade de sair de casa, buscava manter a rotina de consultas. Aos poucos, o acompanhamento passou a ajudá-la a enfrentar crises, organizar os pensamentos e retomar atividades que antes pareciam impossíveis.

“Não existe evolução rápida, tudo é um processo. A Aldenize, na minha opinião, é um exemplo de persistência. Ela confiou. Mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Ela perseverou e conseguiu dar a volta por cima”, afirma Moisés.

Benefícios para a paciente

Para Aldenize, a continuidade desse processo trouxe mudanças que ultrapassaram o ambiente terapêutico. Ela voltou a cuidar de si, retomou atividades da rotina e conseguiu dar continuidade ao doutorado em Educação. Hoje, ao olhar para o período mais difícil de sua vida, reconhece uma mudança significativa na forma como enxerga o futuro.

“Hoje eu quero viver. Hoje eu quero me arrumar, hoje eu quero comer, hoje eu quero fazer exercício. Não tenha medo de buscar ajuda e procurar apoio mesmo sem querer ou com medo das críticas. O conselho que dou para as pessoas é: vá mesmo sem vontade, mas vá! Os resultados vão aparecer, basta confiar no processo”, conclui Aldenize.

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