Segundo ela, a população de Manaus poderá se reconhecer nas histórias apresentadas pela mostra, especialmente por ter vivido de forma intensa os efeitos da pandemia.

“A exposição traz diferentes relatos, e a população de Manaus vai poder se reconhecer nos módulos e também em alguns dos relatos apresentados. Isso é muito importante porque Manaus viveu de uma forma mais intensa esse período da pandemia. É uma oportunidade de relembrar e preservar essas histórias”, afirmou.

Entre as histórias lembradas pela exposição está a do cacique Messias Kokama, que morreu durante a pandemia, pai da cirurgiã-dentista Miriam Moreira. Para ela, além de preservar a memória, a mostra reforça a importância da iniciativa e serve como alerta para as próximas gerações.

“É uma exposição que está ligada à cultura e à memória, mas também é um alerta. O vírus ainda existe, embora esteja mais controlado por conta da vacinação. Por isso, precisamos continuar nos vacinando e nos prevenindo para que não aconteça novamente o que vivemos durante a pandemia. Além de manter a memória, também é um alerta para as próximas gerações”, destacou.

A comissária de bordo Danielle Alves também perdeu pessoas próximas durante a pandemia e teve o trabalho diretamente afetado naquele período. Para ela, revisitar essas experiências ajuda a compreender o que foi vivido e pode contribuir para evitar que os mesmos erros se repitam.

“Eu acho que isso traz um novo panorama, uma nova visão do que aconteceu com a gente, de como conseguimos superar aquele período e de como essa experiência pode nos ajudar a evitar os mesmos erros do passado”, afirmou.