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Renato Júnior cobra governador Roberto Cidade a apresentar comprovantes de repasses ao Sinetram

O prefeito de Manaus, Renato Júnior, cobrou, nesta terça-feira (21), transparência do Governo do Estado do Amazonas sobre os repasses ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A greve do transporte público segue na capital amazonense.

Durante toda a coletiva de imprensa convocada pelo chefe do Executivo municipal, Renato Júnior se posicionou de forma firme e crítica contra a gestão de Roberto Cidade. O prefeito chegou a afirmar que a cadeira de governador está vazia no Amazonas, ao justificar que tentou diálogo entre as gestões e não obteve resposta.

“Se apresenta como pré-candidato, agora cumpra pelo menos com a liminar que foi deferida pela Justiça. Estou aguardando uma coletiva de imprensa do Governo do Estado, já que o diálogo direto com o governador não foi possível”, disse o prefeito.

Renato Júnior divulgou que, em 2026, a Prefeitura de Manaus repassou ao Sinetram R$ 284 milhões em subsídio e que, neste mesmo ano, o Estado não honrou seu compromisso. O prefeito lembrou do antigo convênio firmado entre os poderes executivos para custear a gratuidade do transporte para estudantes da rede pública de educação (estadual e municipal). Renato destacou que, em 2025, o Estado entrou com uma liminar para não pagar mais a tarifa técnica (valor integral de cada passageiro, que varia entre R$ 8,50 e R$ 9,30) e pagar apenas a meia passagem.

De acordo com o Sinetram, o Estado deve R$ 44 milhões em repasses que não foram depositados. O prefeito de Manaus informou que o sindicato estuda suspender a gratuidade do transporte para os alunos da rede estadual pela falta de viabilidade econômica diante dos custos da operação.

“Eu não vou deixar, vou até as últimas consequências, vou ao Tribunal de Justiça, vou procurar os vereadores. Não é hora de transformar tudo isso em palco político”, afirmou Renato Júnior.

O Governo do Amazonas disse que já pagou, em 2025, o montante de R$ 31,1 milhões diretamente para o Sinetram. Sobre os valores referentes a 2026, o Poder Executivo estadual informou que tentou realizar o pagamento em depósito judicial, mas os recursos não foram liberados “em razão da recusa do Sinetram em assinar petição conjunta com o Estado do Amazonas, necessária para solução do procedimento judicial e consequente liberação dos valores”.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça, o diretor do Sinetram, César Tadeu Teixeira, afirmou que não houve assinatura do documento porque as partes não conseguiram entrar em um acordo a respeito dos critérios dessa petição conjunta.

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