Garantido encerra apresentação com espetáculo inspirado na cultura do povo Parintintin
O Garantido encerrou, na madrugada deste sábado (27), sua primeira apresentação no 59º Festival Folclórico de Parintins após 2h25 de espetáculo. Com o subtema “Parintins: Portal do Encantamento”, o boi vermelho e branco levou à arena grandes alegorias, lenda amazônica, figura típica regional, ritual indígena e as evoluções dos itens oficiais, conduzindo o público pelos primeiros capítulos do projeto artístico de 2026.
O Garantido abriu a primeira noite do Festival de Parintins 2026 com o espetáculo “Parintins: Portal do Encantamento”, marcado por grandes alegorias e forte apelo visual no Bumbódromo
A galera do Boi Garantido, Item 19. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
A alegoria da celebração temática “Portal do Encantamento”, assinada por Aguinaldo Souza, marcou o início da apresentação do Garantido. Da estrutura surgiram o boi Garantido, a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça, que subiu num grande javali, e a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins, apresentada ao som da toada “A Mais Bela Sinhazinha”. Inspirada na diversidade amazônica, a alegoria reuniu elementos da natureza, dos povos originários e dos seres encantados para abrir a narrativa da primeira noite.
A porta-estandarte Jeveny Mendonça defendeu o item oficial do Garantido durante a primeira apresentação no Festival de Parintins 2026.Foto: Jeiza Russo/A Crítica
A estreante da noite, Raíra Lins, nova sinhazinha do Boi Garantido. Foto: Jeiza Russo/ CRÍTICA
Na sequência, o Garantido apresentou a lenda amazônica “Parintintin – O Povo que Veio do Céu”. Inspirada na tradição ancestral do povo Parintintin, a narrativa tem como personagem central Pindova’Úmi’ga, herói criador e pajé ancestral que conduz a origem do povo conhecido como Kawahiva, o “povo que veio do céu”. A alegoria levou à arena o gavião Kawnadu, de onde surgiu a Cunhã Poranga Isabelle Nogueira. A item se na própria ave.
Isabelle Nogueira sobe em uma plataforma para virar um gavião real. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Márcia Siqueira conduziu a entrada da Figura Típica Regional ao versar e interpretar a toada “Mães da Floresta”. A alegoria homenageou mulheres que preservam os saberes tradicionais e representam a resistência dos povos amazônicos. Foi dessa mesma estrutura que surgiu a Rainha do Folclore Lívia Christina, que durante a evolução se transformou numa borboleta.
Alegoria da Figura Típica Regional – Mães da Floresta, com Márcia Siqueira como levantadora de toada. Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA
Ritual indígena
O Ritual Indígena “Sonho de Ipají” deu sequência ao espetáculo por meio da alegoria assinada por Juciê Santos. Do alto da estrutura, o Pajé Adriano Paketá surgiu como uma grande coruja. Inspirado na tradição do povo Parintintin, o ritual representa a jornada espiritual do pajé em busca da sabedoria para conduzir seu povo.
O Garantido encerrou a apresentação em clima de apoteose. Ao som de toadas como “Perrecheiro” e “Coração de Torcedor”, a galera encarnada acompanhou os últimos momentos do espetáculo, fechando a primeira noite de apresentação do boi vermelho e branco no Festival de Parintins.
FONTE: PORTAL A CRITICA

