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Proposta de delação de Vorcaro cita contrato milionário com esposa de Moraes

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, que firmou contrato com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, buscando proximidade com o magistrado.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Vorcaro teria dito que não houve troca de favores envolvendo o ministro em razão do acordo firmado.

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Contrato previa pagamentos de R$ 129 milhões
O contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci previa prestação de serviços jurídicos e pagamentos que totalizariam R$ 129 milhões ao longo de três anos.

O valor seria quitado em parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões.

Ainda segundo a delação, Vorcaro sustentou que esse não teria sido o maior contrato firmado pelo banco na área jurídica.

Escritório confirma atuação
Em nota, o escritório da advogada confirmou a existência do contrato e afirmou ter realizado dezenas de reuniões e pareceres técnicos durante o período de vigência.

Segundo o comunicado, foram promovidas 94 reuniões de trabalho, totalizando 267 horas de atuação, além da produção de 36 pareceres envolvendo temas regulatórios, trabalhistas, contratuais, previdenciários e de compliance.

Contrato foi encerrado após operação da PF
O acordo vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sendo encerrado após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a prisão preventiva de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

O banqueiro é investigado por supostas fraudes financeiras envolvendo negociações de créditos bancários.

PF e PGR analisam proposta de delação
Agora, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República analisam os documentos e provas apresentados por Vorcaro para verificar a consistência das declarações.

Caso a colaboração avance, o material será encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

A defesa do banqueiro espera que, com eventual homologação da delação, ele consiga o benefício da prisão domiciliar.

 

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