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Prefeitura promove palestra do Outubro Rosa com foco na prevenção do câncer e no apoio emocional

 

 

A informação, a prevenção e o acolhimento estiveram no centro de uma palestra realizada nesta quinta-feira, 22/10, na sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Prefeitura de Manaus, como parte da campanha Outubro Rosa. Com o tema “Câncer de mama, é preciso saber para viver”, a atividade reuniu servidores para uma conversa sobre a prevenção dos cânceres femininos e a importância do apoio emocional para pacientes e familiares.

A iniciativa contou com o apoio da gestão do instituto, que promove ações de conscientização e valorização da saúde dos servidores. A palestra foi conduzida pela psicóloga Magaly Oliveira, que abordou não apenas a importância da prevenção, mas também os impactos emocionais que um diagnóstico de câncer pode provocar em toda a família.

Para a consultora de sistemas Tânia Cabral, a campanha reforça a necessidade de manter os exames preventivos em dia e de compreender que a doença pode atingir diferentes mulheres. “A gente precisa fazer os exames justamente para a prevenção. Pode acontecer com qualquer uma, então é muito importante que seja descoberto logo, para que o tratamento seja feito”, destacou.

Além do diagnóstico precoce, o encontro trouxe reflexões sobre o cuidado integral com a saúde feminina e a necessidade de ampliar os espaços de diálogo e orientação no ambiente de trabalho.

A assistente social Jaicilane Resende ressaltou a importância de iniciativas que incentivem as mulheres a dedicar mais atenção à própria saúde. “Esse evento é muito importante para reforçar a prevenção, para que as mulheres possam se cuidar e dar atenção à saúde. A promoção da saúde é fundamental para termos mulheres com mais qualidade de vida e também no trabalho”, afirmou.

Acolhimento que faz diferença

Um dos pontos centrais da palestra foi o papel da psicologia no acompanhamento de pessoas diagnosticadas com câncer. A psicóloga Magaly Oliveira destacou que o suporte emocional é importante tanto para quem enfrenta a doença quanto para os familiares que acompanham o tratamento. “Essa iniciativa foi excelente para tirarmos dúvidas, principalmente porque a palestra trouxe o lado do apoio emocional, que é muito importante tanto para a pessoa diagnosticada com câncer quanto para o familiar. Os dois sofrem, e a família também precisa de apoio”, avaliou Magaly.

A abordagem também encontrou identificação entre os servidores que já vivenciaram a doença de perto. A gerente de Patrimônio, Materiais e Serviços (GPMS), Raimunda Frazão, destacou que a experiência com casos de câncer na família reforçou sua percepção sobre a importância do acompanhamento psicológico durante o tratamento. “Gostei muito porque a palestra focou a psicologia na oncologia. Já tive e ainda tenho essa experiência na minha família, e sei como o apoio familiar e o acompanhamento de um psicólogo são importantes na vida das pessoas com câncer”, relatou.

Para ela, ações como essa devem continuar no instituto, ampliando as oportunidades de informação e acolhimento para os servidores.

O encontro trouxe ainda reflexões sobre a saúde emocional e a necessidade de manter o cuidado para além das campanhas temáticas. Ao parabenizar a iniciativa, Magaly Oliveira ressaltou que atividades educativas podem contribuir para esclarecer dúvidas e estimular a participação dos servidores em outras ações de promoção da saúde.

A coordenadora de Controle Interno do Implurb, Roberta Evangelista, destacou a importância do apoio emocional durante o tratamento oncológico e parabenizou a ação. “A psicóloga falou desse lado do apoio emocional, que é muito importante tanto para a pessoa diagnosticada com câncer quanto para o familiar, porque ambos sofrem”, afirmou.

Prevenção e diagnóstico precoce

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o país deverá registrar 78.610 novos casos da doença por ano no triênio de 2026 a 2028.

O câncer do colo do útero também exige atenção. De acordo com as estimativas do Inca citadas no material da campanha, são esperados 19.310 novos casos por ano no Brasil no mesmo período. A doença está associada principalmente à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV).

A prevenção dos cânceres femininos envolve medidas diferentes e complementares. No caso do câncer de mama, é importante conhecer o próprio corpo, manter hábitos saudáveis e seguir as orientações profissionais sobre exames. Nódulos persistentes, alterações na pele ou nos mamilos, saída espontânea de líquido e pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço devem ser avaliados por um profissional de saúde.

#paratodosverem – Servidoras do Implurb durante palestra

Para prevenir o câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV é uma das principais medidas. O uso de preservativos também ajuda a reduzir o risco de transmissão do vírus, enquanto o rastreamento, conforme as recomendações de saúde, permite identificar alterações que precisam de acompanhamento.

O Ministério da Saúde também reforça a importância de realizar os exames de rastreamento conforme as recomendações vigentes e a orientação dos profissionais de saúde. A identificação de alterações suspeitas deve levar à avaliação adequada, sem que a pessoa espere pela próxima campanha ou pelo exame de rotina.

Mamografia: ampliação da cobertura na saúde suplementar

Desde 1º de outubro de 2026, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliou a cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde. Conforme o material divulgado pela agência, o exame passa a ter cobertura sem restrição de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. Antes da mudança, a cobertura obrigatória estava prevista para mulheres de 40 a 69 anos.

A palestra integra as ações de conscientização do Outubro Rosa, movimento internacional que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, a campanha também abre espaço para ampliar o diálogo sobre a saúde da mulher, incluindo a prevenção do câncer do colo do útero.

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