A exposição foi desenvolvida a partir do acervo do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, iniciativa colaborativa que reúne registros das experiências vividas pela população durante a crise sanitária. A proposta é preservar diferentes perspectivas sobre o período, valorizando histórias de vida, perdas, gestos de solidariedade, descobertas científicas e os aprendizados construídos ao longo da pandemia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que a exposição cumpre um papel importante na preservação das diferentes experiências vividas pela população brasileira durante a pandemia, valorizando as histórias individuais e coletivas que ajudam a compreender os impactos daquele período e os aprendizados deixados para as novas gerações.

“A pandemia foi vivida de maneiras muito diferentes por cada pessoa, família e comunidade. Ao reunir essas histórias e apresentá-las em diferentes cidades brasileiras, incluindo Manaus, a exposição contribui para preservar não apenas os acontecimentos, mas também os sentimentos, as perdas, os gestos de solidariedade e os aprendizados daquele período. É uma forma de manter essa memória viva e levar essas experiências para a construção do futuro”, afirmou o ministro da Saúde.

O percurso da mostra aborda temas como isolamento social, luto, ciência, saúde coletiva, desinformação, solidariedade e memória. A experiência utiliza recursos multimídia e interativos para aproximar o público dos relatos e registros reunidos no acervo.

A passagem por Manaus também amplia a integração entre cultura e saúde, fortalecendo ações de mobilização, formação e participação social. A iniciativa contará com programação educativa e mediação cultural, envolvendo estudantes, educadores, profissionais da saúde, grupos organizados e o público em geral.

Educação e memória

A programação educativa busca transformar a exposição em um espaço de escuta, reflexão e construção coletiva de conhecimento, promovendo diálogos sobre as relações entre memória, cultura, ciência e saúde pública.

A articulação com as redes municipais de cultura, educação e saúde permitirá aproximar os conteúdos da exposição das experiências vividas pela população de Manaus, estimulando a participação de diferentes públicos.

Com formato modular e itinerante, “A Infinita Memória da Pandemia” já passou por Brasília e São Paulo, reunindo mais de 20 mil visitantes. Após a temporada em Manaus, a exposição seguirá para outras capitais brasileiras antes de chegar ao Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro.

Como parte da programação de abertura, está prevista ainda uma projeção mapeada na fachada do Museu da Cidade de Manaus, criando uma intervenção audiovisual integrada ao espaço urbano e ao edifício histórico que abriga a exposição.